segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dia D.

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.


PS: Como uma grande Admiradora e fã de Carlos Drommond de Andrade, posto aqui um dos meus
poemas favoritos. 

domingo, 30 de outubro de 2011

A primeira lição está dada:

O amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. 
Idealizar é sofrer. Amar é surpreender. 

Você sente?


O que é que você sente? Você sente porque sente ou você sente porque quer sentir? Existem sentimentos idealizados, coisas que os poetas e escritores colocaram em nossa cabeça, coisas das quais sentimos falta, e necessidade de sentir, mesmo sem nunca ter tido nada semelhante. Tais sentimentos existem, ou seriam apenas criação de cérebros desocupados? Segunda opção, pra mim. Vivemos numa eterna busca por sentimentos idealizados, como se procurássemos por tesouros inexistentes, como que cavando buracos em cômoros. E nós estamos sempre querendo sentir. Queremos com tanta veemência, que não sabemos se estamos sentindo de verdade ou se estamos forçando a barra, fazendo tudo que é possível para acreditarmos que estamos realizados, felizes e... sentindo as coisas. Às vezes me pego sentindo nada, ou quase nada, mesmo quando tudo que quero é sentir algo. Tanto quero sentir que praticamente acredito na minha própria mentira. Acredito tão piamente que sinto que acabo sentindo, quando na verdade nada sinto.

Cansei.

Sabe, cansei das mesmas coisas de sempre, das mesmas pessoas de sempre, das conversas, das músicas, dos assuntos, do meu quarto, do meu mundo. Cansei de fazer tudo certo e ter que sorrir pra todos sempre, eu quero ser eu mesma sem temer ninguém. Eu cansei de ver sorrisinhos irônicos e cheios de segundas intenções na minha frente. Confiança agora é só em quem merecer. Eu não quero nem vou mais me dedicar a pessoas que não merecem o que eu realmente sou. Estou chateada desse mundo vazio e sem graça, onde o seu status é quem você é. Eu quero ser diferente, eu quero mostrar as minhas idéias, as minhas opiniões e pensamentos sem ser tratada como louca ou perdida. Eu quero mostrar a minha essência e a minha forma de ver o mundo, quero ser pela primeira vez eu mesma sem precisar fingir que sempre esta tudo bem. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tão só.

"Sinto-me terrivelmente vazia. Há pouco estive chorando, sem saber exatamente por quê. Ás vezes odeio esta vida, estas paredes, essas caminhadas de casa para a aula, da aula para casa, esses diálogos vazios, odeio até este blog, que não existiria se eu não me sentisse tão só."

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Eu mesma.

Sou tão adulta quanto a vida me exija e tão criança quanto o coração me implore. Sou decisão, 0.8 ou 800, sou sono profundo e insônia, montanha russa, descompasso, sou desastrada, exagerada, insensata no amor, passional no ciúme, doente na paixão, sou toalha molhada na cama, sou mil livros na cabeceira e 'trocentas' músicas na cabeça, sou aquele choro de deixar a cara amassada e aquela risada que pode ser ouvida do outro lado da rua, sou coração simples e humilde, mas sempre certo. Sou tanto erro e tão pouco acerto, tanta sorte e tão pouco juízo, tanta coragem e tão pouco destino. Sou isso, sou outras coisas, mas sou eu mesma.





sábado, 15 de outubro de 2011

De mim...

“E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado.” 



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Desencanto!

"Mas para não sentir dor eu vou jurar ao último ouvido do meu universo o quanto você é descartável. O quanto sua molecagem não permitiu nenhuma admiração de minha parte.
Para não sofrer não vou permitir minha cabeça no travesseiro antes do cansaço profundo e sem cérebro. Não vou permitir admirar coisas da natureza porque talvez eu me lembre de você ao ver algo bonito.Não vou permitir silêncios porque é aí que o meu fundo transborda e a tristeza pode me tomar sem saída. Eu vou continuar deixando a minha cabeça me martelar porque toda essa confusão é ainda menos assustadora do que a calmaria da verdade."



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nostalgia.

'Dezenove anos, uma vida toda pela frente... e eu descubro que não sei de nada. Porque é estranho esquecer quem era e não saber mais se sou ou se quero ser. É simplesmente estranho deixar os gostos, gestos e manias do passado e ficar preocupada querendo absorvê-los de volta. Dezenove anos, uma vida toda pela frente... e eu só consigo olhar pra trás. (...)'






Lembrar de não esquecer: "O passado é história, o futuro é mistério, e hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de presente!" (provérbio chinês)