segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

NINGUÉM NASCE HOMOFÓBICO.

“Meu filho mais velho tem seis anos e está apaixonado pela primeira vez. Ele está apaixonado pelo Blaine de Glee.

Para quem não sabe, Blaine é um garoto… um garoto gay, namorado de um dos personagens principais, Kurt.

Não é um amor do tipo “ele acha o Blaine muito maneiro”. É do tipo de amor em que ele devaneia olhando para uma foto de Blaine por meia hora seguido por um ávido “ele é tão lindo”.

Ele adora o episódio em que os dois meninos se beijam. Meu filho chama as pessoas que estão em outros cômodos pra ter certeza de que não perderão “sua parte favorita”. Ele volta o video e assiste de novo… e obriga os outros a fazerem o mesmo, se achar que as pessoas não prestaram atenção suficiente.

Essa obsessão não preocupa a mim e a seu pai. Nós vivemos em uma vizinhança liberal, muitos de nossas amigos são gays e a ideia de ter um filho gay não é algo que nos preocupa. Nosso filho vai ser quem ele é, e amá-lo é nosso dever. Ponto final.

E também, ele tem seis anos. Crianças nessa idade ficam obcecadas com todo tipo de coisa. Isso pode não significar nada. Nós sempre brincamos que ou ele é gay ou nós temos a melhor chantagem na história da humanidade quando ele tiver 16 anos e for hétero. (Toma essa, fotos tomanho banho.)

E então, dia desses estávamos viajando para outra cidade ouvindo (é claro) o CD dos Warblers, e no meio da música Candles, meu filho, do banco de trás, fala:

“Mamãe, Kurt e Blaine são namorados.”
“São sim,” eu confirmo.
“Eles não gostam de beijar meninas. Eles só beijam meninos.”
“É verdade.”
“Mamãe, eles são iguais a mim.”
“Isso é ótimo, querido. Você sabe que eu te amo de qualquer forma?”
“Eu sei…” Eu podia ouví-lo rolando os olhos pra mim.

Quando chegamos em casa, eu contei da conversa para o pai dele, e nós simplesmente olhamos um nos olhos do outro por um momento. E então, sorrimos.

“Então se aos 16 anos ele quiser fazer o grande anúncio na mesa de jantar, poderemos dizer ‘Você disse isso pra gente quando tinha 6 anos. Passe as cenouras’ e ele ficará decepcionado por roubarmos o grande momento dramático dele’, meu marido diz rindo e me abraça.

Só o tempo dirá se meu filho é gay, mas se for, estou feliz que ele seja meu. Eu estou feliz que ele tenha nascido na nossa família. Uma família cheia de pessoas que o amarão e o aceitarão. Pessoas que jamais vão querer que ele mude. Com pais que não veem a hora de dançarem no casamento dele.

E eu tenho que admitir, Blaine seria realmente um genro fofo.”




* Relatos de uma mãe americana sobre seu filho de 6 anos.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Por tudo.

Havia me esquecido o quanto é gratificante observar as nuvens e formar através delas desenhos irreais, quebrando as correntes que prendiam a imaginação. Havia me esquecido dos inúmeros tons e formas que a vida possui. Talvez seja a chegada de novos tempos que insistem em trazer consigo algumas coisas antigas. É hora de voltar a rabiscar o asfalto com lápis de luz. É o momento apropriado de expor a alma, abrir os olhos, sair de trás da porta e escancarar o coração dando permissão para que ocupem-no. A roda voltará a girar e os sorrisos voltarão a brilhar. O cinza será bordado com a cor da esperança e teus olhos cegos voltarão a enxergar, a me enxergar. Te puxarei pelas mãos e te trarei para perto, até que entres em mim e faça de meu peito teu abrigo. Abrirei um sorriso convidando-lhe a permanecer para sempre e te oferecerei uma taça de vinho para celebrarmos a eternidade manchada com os nossos sangues quentes espalhados pelo chão frio da sala, misturando-se e colorindo sem ser necessária a utilização de pincéis. Te beijarei os lábios e te pedirei para ultrapassar os limites comigo. É chegado o momento de resgatar o amor que faleceu em mim durante o inverno rigoroso e permitir que meus pensamentos sejam guiados por ti. É a era da rendição, do risco, do assobio que tu criarás em minha janela durante as manhãs calorosas e aromáticas. Percebi que já passei do ponto e que é preciso abandonar o trem, dando espaço à passageiros mortos e descoloridos que vivem imersos na monotonia de suas rotinas. Pregarei o número 42 na porta e acenderei uma vela sobre a mesa. Te esperarei com os olhos presos no céu, com a ânsia de devorar as doces nuvens de algodão e encontrar algum pássaro capaz de carregar tuas cores deslumbrantes nas asas. Tua chegada espantará o cheiro amargo do café e quebrará os ponteiros do tempo. Nos perderemos porque permitirei que tu me carregues em teu colo transportando-me pelo caminho errôneo dentre teus traços sublimes. E eu implorarei para que não arranques a doçura presa em meus lábios. E tu entregarás uma pétala murcha anunciando o perigo que seremos obrigadas a correr. Mas eu sei; sei e sinto, sinto e vejo, vejo e acredito que por ti, qualquer sacrifício e corte não será frívolo.


sábado, 11 de fevereiro de 2012

ESPERO!

Talvez amar alguém 
Seja coisa do além
Seja mais do que sentir
Mais do que beijar.
Talvez seja mostrar e agir
Como um apaixonado 
Perdido e conquistado.
E se meu amor 
Gostar de minhas palavras
Quero que ela saiba 
Se minhas palavras te fazem bem
Escute-as e também 
Faça delas uma linda inspiração 
Uma forma a mais para o seu 
   CORAÇÃO! 
E como um anjo 
Quero estar a seu lado
Velar seu sono 
Dizer que EU TE AMO! 
E com minhas asas te proteger. 
Te dou metade do meu coração
E pra não morrer de amor 
Ou viver sem razão
Quero que o complete, sem dor
E INFINITAMENTE
Quero continuar aqui
Vivendo sempre assim
Com seu sorriso só pra mim.